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outubro 26, 2018
Johnny Depp interpretará fotógrafo de guerra W. Eugene Smith em ‘Minamata’

E vem aí mais um projeto cinematográfico para Johnny Depp: o drama independente ‘Minamata’!

Baseado no livro de mesmo nome, escrito por Aileen Mioko Smith e W. Eugene Smith, ‘Minamata’ será centrado no trabalho de Smith, fotógrafo da revista Life, que, recluso após seu trabalho na Segunda Guerra Mundial, é convencido a viajar de volta ao Japão para expor uma grande história: a devastadora aniquilação de uma comunidade costeira por envenenamento por mercúrio.

Com roteiro adaptado por David K. Kessler e dirigido por Andrew Levitas, o filme será rodado no Japão e na Sérvia, a partir de janeiro de 2019.

A produção é da Infinitum Nihil e de Sam Sarkar, Bill Johnson e Andrew Levitas. Jason Forman e Stephen Deuters serão produtores executivos.

“Trabalhar com Johnny para dar voz àqueles que sofreram silenciosamente é uma responsabilidade que levamos a sério. Assim como Eugene Smith, em 1971, não poderíamos nos sentir mais privilegiados por sermos incumbidos da missão de levar essa incrível história ao mundo”, disse Levitas.

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outubro 22, 2018
Johnny Depp tem nova parceria e novo projeto: ‘Waiting for the Barbarians’

Johnny Depp irá atuar e produzir ‘Waiting for the Barbarians’, adaptação do aclamado romance homônimo escrito pelo sul-africano J.M. Coetzee.

O filme é o primeiro fruto da parceria entre Depp (pela Infinitum Nihil) e o produtor Andrea Iervolino (pela plataforma TaTaTu). Juntos, eles irão desenvolver e produzir cinema e conteúdo digital.

Em comunicado, Iervolino elogiou o ator: “Johnny tem a capacidade de conceituar o material de uma forma que poucos conseguem, e está isento de fórmulas convencionais da indústria que ditam os projetos que são realizados, tradicionalmente. À medida que avançamos para abraçar a quebra de padrões, Johnny será um colaborador-chave e estamos extremamente empolgados em apoiar suas visões e instintos para trazer histórias à vida”.

Depp completou: “Nesta era de entretenimento democratizado, admiro o espírito imaginativo de Andrea e espero colaborarmos de forma libertadora e progressiva que seja adequada aos diretores de nossas respectivas produtoras”.

Também estrelado por Robert Pattinson (‘Z: A Cidade Perdida’) e Mark Rylance (‘Jogador Nº 1’, ‘Dunkirk’), ‘Waiting for the Barbarians’ será dirigido por Ciro Guerra (‘O Abraço da Serpente ‘). A história centra-se na crise de consciência de um magistrado (Rylance) de uma pequena cidade colonial depois que ele testemunha o tratamento cruel dos prisioneiros de guerra. A produção está prevista para começar no final deste mês em Marrocos.

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outubro 14, 2018
‘Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald’ é destaque em revistas internacionais

Atualizamos a galeria com scans de três revistas internacionais que trazem ‘Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald’ como principal destaque de suas edições. Veja na galeria:


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outubro 13, 2018
Johnny Depp fala sobre seu papel em ‘Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald’

Johnny Depp falou por telefone com a Entertainment Weekly sobre o processo de criação de Gellert Grindelwald para Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald. A revista entrevistou o ator sobre como foi se unir à franquia e caracterizar Grindelwald, sobre a sexualidade do personagem e a reação de fãs de Harry Potter que contestaram sua participação no filme.

EW: Vamos voltar ao início, antes do primeiro filme. Você era um fã de Harry Potter antes de tudo isso?
JOHNNY DEPP: Eu li os livros quando meus filhos eram menores e assisti aos filmes com eles. Os livros são esplêndidos. O que J.K. [Rowling] conseguiu fazer é muito difícil de conseguir como escritor – criar um universo novo por completo e um conjunto de regras. E você entende isso em uma tacada só no primeiro livro e no primeiro filme. É muita informação e eu fiquei maravilhado – você nunca se sente como se estivesse sendo sufocado com explicações e nem que a obra é condescendente com você. É boa literatura e, por si só, bem escrito. Cumpre todos os requisitos. E eu tinha muitos amigos no filme, como Robbie Coltrane (Hagrid), um grande amigo. Richard Griffiths (Vernon Dursley) era um grande amigo, que descanse em paz. Então, eu estava bem familiarizado com eles e muito impressionado.

Você se encontrou com Rowling inicialmente?
Nós falamos por Skype. Tivemos uma longa conversa. Nos reunimos de novo quando fui a Londres para testes de figurino. Desde o primeiro segundo tem sido um prazer e a experiência mais positiva e divertida. A oportunidade de interpretar um dos seus personagens e de tentar trazer algo para o papel que, com sorte, surpreenda-a, ou surpreenda [o diretor David] Yates, foi um grande desafio, mas empolgante. Muito divertido.

O que inicialmente te atraiu para interpretar Gellert Grindelwald?
Achei o personagem fascinante e complexo. Meu instinto era que ele era como a versão humana de Finnegans Wake: o romance de James Joyce começa e termina na metade de uma sentença. Você começa [a leitura] no meio de um pensamento e o percurso é bem confuso.

No primeiro filme, Colin Farrell interpretou Grindelwald, disfarçado como Percival Graves. A interpretação dele influenciou as coisas de alguma forma?
Influenciou, mas nem tanto. Enquanto Grindelwald fingia ser Graves, a preocupação é interpretar Graves. Acredito que os momentos mais contemplativos de Colin – os momentos mais silenciosos –, para mim, eram os momentos que eu via partes de Grindelwald.

Você é conhecido por se envolver na criação de seus personagens. Nós pudemos ver Grindelwald brevemente no primeiro filme, você pôde opinar a respeito dessa primeira aparição?
Eu tinha uma imagem na minha cabeça desse cara. A beleza de J. K. e Yates é que eles confiam em mim até certo ponto. J. K. e eu tivemos algumas conversas muito boas e eu tive algumas ideias e ela disse “Mal posso esperar para ver o que você fará com ele”. Foi lindamente deixado como um presente em aberto.

A concepção do personagem evolui de alguma forma entre os dois filmes?
Grindelwald é brevemente introduzido no primeiro filme. Houve inúmeras coisas no segundo filme que pudemos conectar e usar que fornecem uma percepção de Grindelwald e tudo isso é graças à abordagem dada por J.K. ao personagem. Às vezes, as coisas aparecem e aparecem para mim em momentos e é importante prestar atenção ao que quer que seja, quando você tem um certo instinto sobre algo. Eu sempre sigo meu instinto. Ela e David foram ótimos em relação a me permitir sair do roteiro e dos diálogos como estavam escritos e tentar algumas coisas. Coisas acontecendo ao acaso. Para mim, isso é o mais satisfatório – erros ou acidentes.

Continue…

outubro 8, 2018
Galeria: Ensaio e scans da British GQ

Adicionamos à galeria as imagens do ensaio que Johnny fez para a British GQ e os scans com sua entrevista. Veja em:


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setembro 26, 2018
Trailer Final de ‘Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald’

A Warner divulgou o trailer final de Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald. Assista a versão legendada abaixo.

 

 

Além do trailer, a Entertainment Weekly‏ divulgou com exclusividade pôsteres individuais dos personagens do filme, incluindo Grindelwald (Johnny Depp). Clique no pôster abaixo para vê-lo em tamanho maior em nossa galeria.

 

Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald estreia dia 15 de novembro nos cinemas brasileiros.

setembro 3, 2018
Continuísta de “City of Lies” defende Johnny Depp em ação judicial

A mulher, membro da equipe de filmagem, diz que Depp confrontou um gerente de locações por ter advertido uma moradora de rua, mas nunca desferiu um soco.

A continuísta de City of Lies contou que estava no set de filmagem quando Johnny Depp supostamente agrediu verbal e fisicamente um membro da equipe – e diz que tem como provar que nada disso aconteceu de verdade.

Em julho, o gerente de locações, Greg Brooks, também conhecido como Rocky, processou Depp, em conjunto com o diretor e os produtores do filme. Ele alega que Depp gritou com ele, desferiu dois socos em suas costelas e lhe ofereceu 100 mil dólares para reagir. Brooks também alega que ele foi demitido da produção do longa por não ter prometido que não entraria com uma ação legal.

No dia 27 de agosto, a continuísta Emma Danoff apresentou uma declaração que dizia que ela testemunhou a discussão e não foi nada como Brooks descreveu no processo.

Danoff alega que eles estavam filmando uma cena externa e Brooks ralhou com uma moradora de rua negra com “insultos raciais e depreciativos” porque ela estava em seu caminho. Depp estava sentado a uma distância aproximada de 7 metros da mulher quando aconteceu.

“Ele se levantou imediatamente do assento que compartilhávamos à beira de um banco e foi na direção de Brooks para defender a mulher”, disse Danoff. “O Sr. Depp disse ao Sr. Brooks: ‘Você não pode falar com ela assim. Você pensa que ela é menos que você? Quem você pensa que é? Como ousa?’”.

Danoff afirma que socos não foram desferidos e nenhuma oferta de 100 mil dólares foi feita para que Brooks batesse em Depp – e ela diz que tem 40 fotos com data e hora que provam.

“O Sr. Brooks, e todos aqueles que vem agredindo o Sr. Depp, estão prestes a descobrir quais são as consequências de se fazer falsas acusações,” afirmou o advogado de Depp, Adam Waldman.

City of Lies, anteriormente chamado de LAbrynth, centraliza a investigação que se seguiu à morte de Christopher Wallace, rapper americano conhecido como The Notorious B.I.G. Sua estreia estava programada para 7 de setembro nos Estados Unidos, mas foi recentemente retirada da programação de distribuição da Global Road.

O banco Leumi está processando a Global Road, que foi adquirida na semana passada pelo Bank of America e outros credores. No processo, o banco alega que a Global Road usou os problemas de Depp fora da tela como uma desculpa para seu próprio fracasso em lançar o filme.

“Qualquer declaração desse tipo teria sido falsa porque a razão real pela qual a Open Road não liberaria o filme é porque a Open Road e a Global Road estão em dificuldades financeiras e decidiu não pagar os US $ 10.000.000 de despesas de marketing e distribuição que a Open Road se comprometeu a pagar”.

Fonte¹ Fonte²

setembro 2, 2018
Johnny Depp vence seu o ex-advogado nos tribunais

Johnny teve uma vitória judicial importante na terça-feira, quando um juiz da Suprema Corte de Los Angeles determinou que seu contrato com seu advogado deveria ter sido feito por escrito.

Ele está tentando recuperar dezenas de milhões de dólares em honorários legais pagos a Jake Bloom em 18 anos. A decisão também pode ter efeitos significativos nas transações legais de Hollywood, onde os acordos geralmente são baseados em um aperto de mão e não em um contrato por escrito. Bloom foi pago com base em uma porcentagem dos ganhos de Johnny. Essa relação desmoronou em 2017, quando ele também estava em uma guerra legal com o Management Group, sua antiga empresa de gestão.

Johnny processou Bloom em outubro, argumentando que o acordo de taxas era efetivamente feito em uma base de contingência, que sob a lei da Califórnia deve ser por escrito. Bloom rebateu, argumentando que Johnny falhou em pagar integralmente suas contas legais e violou o acordo não-escrito. Os advogados de Bloom argumentaram que o acordo não era de contingência, mas o juiz Terry Green discordou.

“Não há uma regra especial para pessoas do ramo de entretenimento”, disse Green na terça-feira. “Por que não está escrito? Por que não ter algo que memorize o acordo para que não acabemos no tribunal lutando assim?”

O advogado de Bloom, Ray Cardozo, argumentou que seu acordo sobre honorários é bastante comum e que difere significativamente do acordo típico de contingência.

“Com uma taxa de contingência, você está especulando sobre um resultado incerto”, disse Cardozo. No caso de Johnny, ele argumentou que o acordo estava mais próximo de um escritório de advocacia que trabalhava para uma startup de tecnologia em troca de ações, em vez de dinheiro. “Você não está especulando sobre um resultado … Seu pedaço de renda do Depp pode flutuar.”

Green repetidamente afirmou que seus parentes trabalham no ramo de entretenimento, então ele não tem nenhuma hostilidade especial a ele. Mas, ele argumentou, o negócio deveria estar sujeito às mesmas regras que todos os demais.

“Eu cresci em uma família de showbiz”, disse o juiz. “Estou ciente de que as pessoas do showbiz pensam que vivem em um universo diferente, mas não o fazem. Eles não são um universo diferente.”

Green argumentou que os altos e baixos da carreira de Johnny enfatizam a natureza especulativa de um acordo de honorários baseado em sua renda.

“Eu não sigo o showbiz”, disse ele. “Eu raramente vou ao cinema. Eu sei quem é o autor. Eu não posso te dizer muito sobre ele, exceto que ele teve altos e baixos em sua carreira. Quem teria sabido, 18 anos atrás, quão altos são os altos e quão baixos são os baixos?”

O advogado de Johnny, Fredrick Levin, ficou relativamente quieto durante a discussão, exceto para ecoar as observações do juiz.

“Eu acho que Vossa Excelência compreendeu bem”, disse Levin. “Não há explicação adequada para que este contrato não tenha sido por escrito.”

Os advogados de ambos os lados se recusaram a comentar fora do tribunal. Os advogados de Bloom podem recorrer da decisão do juiz.

Fonte

agosto 14, 2018
Entrevista com Johnny para a revista alemã TV Movie

“Agora eu falo!” Johnny Depp

Violência, divórcio, dívidas, álcool, anorexia, depressão – rumores sobre Johnny Depp não param. O que realmente está acontecendo com o astro de “Piratas do Caribe”? TV Movie o encontrou em Hamburgo.

IN: É ótimo que você esteja visivelmente melhor. Recentemente, tem havido várias especulações de quais doenças você poderia estar sofrendo porque você perdeu muito peso?

JD: Não muito tempo atrás, diziam que eu estava inchado. Alegam que eu grito de modo confuso ou tenho problemas em usar as palavras. Sempre pensei que falo devagar… calmamente. Não importa o que eu faça, as manchetes principais sempre acham um problema. É por isso que eu não leio mais o que escrevem sobre mim. Porque a criatividade precisa ficar longe desse circo, onde os outros querem fazer dinheiro com a sua vida.

IN: É por isso que você não usa mídias sociais?

JD: Honestamente, eu não sei como Facebook e afins funcionam, então eu teria que contratar alguém para registrar minha presença nas mídias sociais. A ideia de que mais pessoas comprariam ingresso para os filmes se eu postasse fotos do meu café da manhã no Instagram é bobagem. Estou na mídia há tempo suficiente para lembrar de carreiras que não precisavam de Twitter. E eu gosto de não ter que viver pescando likes e retweets dia e noite.

IN: Então é tudo calúnia, o que é ouvido e lido sobre você… de pessoas invejosas?

JD: Se eu pensasse sobre isso… talvez. Por exemplo, gastei muita grana em guitarras bacanas nos últimos anos. A questão de que mereço uma Gibson Lee que vale uma casa de uma família inteira aparece tão logo que minha guitarra é vista nas fotos ou no palco.

IN: Agora estamos falando de guitarras?

JD: Eu estou. Sobre o que você quer falar?

IN: Por exemplo, sobre seu absoluto e lendário consumo de vinho – supostamente por $ 30,000 no mês?

JD: Aqueles que vendem garrafas empoeiradas em salas de temperatura controlada asseguram seu sustento, mas não entendem o espírito do vinho. Um porão cheio de vinho faz sentido se você gosta de beber com seus convidados alguns nobres goles, pelos quais não precisou pagar grande coisa em uma loja de descontos. Bom vinho pertence às taças, não às garrafas, uma boa guitarra pertence aos palcos, assim como um carro esportivo pertence às ruas.

IN: Tem sido dito que você está falido. É verdade?

JD: Há algo que aprendi na vida: dinheiro não traz felicidade pra ninguém. Não se estiver na sua conta bancária e nos dias de hoje sequer rendem juros mais. Posses que você acumula não o torna rico. Você só é rico quando compartilha suas posses com alguém.

IN: Então você prefere gastar seu dinheiro?

JD: Eu invisto na qualidade de vida do “aqui e agora”, muito mais do que num futuro incerto.

IN: Seu corpo está coberto de tatuagens – é algo para a eternidade?

JD: Isso seria ótimo, mas sabemos que desde a minha “Wino Forever” que não é bem assim. (Nota do editor: Após a separação de Winona Ryder, Johnny diminuiu sua tatuagem de “Winona Forever” para “Wino Forever”). Pra mim, minha pele não é a única mas é definitivamente um espelho da minha alma. Uma tela de pintura onde posso expressar meus sentimentos.

IN: E o que acontece quando mudam seus sentimentos por uma mulher imortalizada na sua pele?

JD: Minha pele tem cicatrizes que nem o melhor tatuador consegue cobrir quando precisa fazer correções para um desenho. Mas cicatrizes contam histórias muito mais interessantes do que uma pele impecável.

IN: Você toca em palcos do mundo todo com Alice Cooper, Slash, Paul McCartney e o guitarrista do Aerosmith, Joe Perry, no Hollywood Vampires. Este caminho está te levando a deixar de atuar?

JD: Não! Como guitarrista e ocasionalmente cantor eu não sou o mais enérgico no palco. Nós, o Hollywood Vampires, não somos astros da música ou uma boy band geriátrica ultrapassada. Não há um condutor, coreógrafo ou diretor. Cada um de nós se apresenta no palco da maneira que deseja. Gostamos de tocar como amigos canções que amamos e de permitir a nós mesmos um banho de emoções. Este é o verdadeiro luxo, porque não há preço para tamanha experiência.

IN: Como você descobriu a música?

JD: Minha mãe me deu minha primeira guitarra quando eu tinha 12 anos. Nos mudamos muito durante minha infância e a guitarra não era a única mas com certeza era a minha melhor amiga. E foi assim até que finalmente nos estabelecemos em Miramar, Florida, e eu logo comecei a tocar em várias bandas.

IN: Você era bom?

JD: Eu pensava, na época, que eu era muito bom… mas não tenho certeza hoje se era realmente este o caso.

IN: Como guitarrista principal do “The Kids”, você mudou pra Los Angeles com a banda para se tornar um astro do rock…

JD: Nós mudamos o nome da banda pra Six Gun Method, mas o acordo com uma grande gravadora não deu certo.

IN: Por que não?

JD: Provavelmente, eu não deveria ter me casado com a irmã do nosso baixista. Não que Lori fosse nossa Yoko Ono. Pelo contrário. Ela era maquiadora enquanto eu estava tentando vender canetas e relógios em um call center. Mas Lori me apresentou a Nicolas Cage, que me aconselhou a tentar ser ator.

IN: Atuar foi mais fácil?

JD: Não. Mas atores são responsáveis pelo próprio sucesso ou vão falir sozinhos. Aquilo me atraiu mais. Numa banda coletiva muita coisa pode dar errado. Na frente das câmeras deu certo. Em 1984 Freddy Kruger me fez ser engolido por um colchão d’água. O resto da minha carreira é, como diz o ditado, história.

IN: Um ano depois você e Lori se divorciaram. O que deu errado?

JD: Eu estava sempre sem grana e isso provavelmente não era mais tão charmoso como nosso primeiro encontro.

IN: Carreira de sucesso e dinheiro são importantes em um relacionamento?

JD: Eu apostei no meu sonho, mas acreditar sozinho não deu à minha esposa a segurança que nossa relação precisava.

IN: Você ainda acredita em amor verdadeiro?

JD: Absolutamente. Contudo, hoje em dia penso que, se sou capaz de reconhecer um amor verdadeiro, que a pessoa o mereça ou ao menos aguente firme.

IN: Existe algum exemplo de amor verdadeiro na sua vida?

JD: Dois. Meus filhos, Lily e Jack.

IN: Que você tem com a cantora Vanessa Paradis. Separação e mudança na tatuagem veio depois de 14 anos de casamento…

JD: Sim, mas isso não manchou a relação com meus filhos. Apesar do pai caótico deles, os dois são a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Eles me tornaram uma pessoa melhor.

IN: Sua filha esteve meio doente – depois da recuperação dela você doou um milhão de libras para a clínica de Londres. Por que?

JD: Isso era pra ser secreto, mas acabou motivando outros doadores a apoiar aquele hospital. No fim, tudo caminhou para o melhor.

IN: Uma citação sua: “Amizade é mais importante para um homem do que amor!”.

JD: Eu não ia falar disso hoje. Contudo, acredito que uma amizade entre dois homens é muito menos complicada que o amor entre um homem e uma mulher. Quando meu coração vai abaixo numa montanha-russa, as amizades são extremamente importantes.

IN: Amizades? Plural?

JD: Sim, mas tenho cada vez menos.

IN: Alguns últimos desejos de seus falecidos amigos custou a você uma boa grana e te trouxe alguns problemas…

JD: Verdade. Tornar real um último pedido de alguém parece o certo pra mim. Mas notei, algum tempo atrás, que eu não tinha o dinheiro que pensei que tinha. Então, meus advogados solicitaram uma boa grana de volta dos meus consultores financeiros e nós acabamos não apenas nos tribunais, mas “fontes anônimas” informaram a mídia detalhes sobre quanto dinheiro eu tinha alegadamente gasto e tudo quanto é tipo de coisa.

IN: Incluindo os 3 milhões que você gastou no funeral do jornalista Hunter S. Thompson?

JD: Sim – e o vinho de que falamos no começo dessa entrevista.

IN: Você tem visitado os tribunais com mais frequência?

JD: É difícil evitar numa sociedade onde pode ser extremamente lucrativo acusar um homem como eu.

IN: Você sempre é inocente?

JD: Eu sou emocional, eu confronto e eu dou um bom motivo a potenciais opositores. Não me importo se alegações contra mim são investigadas pela polícia, promotores e tribunais. Só assim que fatos podem ser separados de ficção.

IN: Você gosta de ser o herói nos filmes?

JD: O papel dos heróis clássicos nunca me interessaram. O fato é que nossa cultura tem uma queda por bad boys. É por isso que eu sempre interpreto meus papéis de forma meio esquizóide. Meus heróis têm seu lado sombrio que os torna interessantes pra mim.

IN: Seria “esquizóide” um bom termo para papéis como Capitão Jack Sparrow?

JD: Jack é um pirata que simplesmente não compactua com as convenções da sociedade em termos de propriedade, lei e ordem. Quando Jack para em um porto, ele rouba um navio a fim de atingir seu objetivo.

IN: Quão importante é a verdade para você?

JD: Na frente das câmeras só estou interessado numa boa história – não importa se é verdade ou não. É por isso, com algumas exceções, que não faço documentários.

IN: Você é uma pessoa moral?

JD: Eu não me julgo dessa forma. Infelizmente, não é sempre que vivo de acordo com meu próprio padrão de moral e eu uso minha culpa – ou o que quer que você goste de chamar – como combustível para dar aos meus papéis força e verdade.

IN: Sobre sua escalação como Grindewald em “Animais Fantásticos 2”, você tem recebido protestos do movimento MeToo. Como você se sente quando está sendo alvo da opinião pública de novo e de novo?

JD: Eu respiro fundo e tento seguir minha vida. Nada justifica violência contra uma mulher. Cada acusação, cada alegação deve ser cuidadosamente examinada pelas autoridades policiais competentes.

IN: Falando em violência contra mulher: o porta-voz da polícia de Los Angeles confirmou que em 21 de maio de 2016, uma viatura foi até seu apartamento em South Broadway porque uma chamada de emergência alertou a polícia sobre violência doméstica. Chegando lá, a polícia interrogou todos que estavam presentes, examinou os cômodos e concluiu que nada criminalmente relevante havia acontecido. Ainda assim, sua então esposa Amber Heard obteve uma ordem de restrição que o impedia de se aproximar dela – e ela pediu o divórcio…

JD: Eu preciso te interromper aqui. Certamente você chegou a saber durante sua pesquisa…

IN: … há uma cláusula, como parte do acordo de seu divórcio, que silencia todos os envolvidos.

JD: Assim como a polícia, o juiz determinou durante nosso divórcio até que ponto as acusações de Amber contra mim eram legítimas e legalmente relevantes. Agora, não é de interesse da mídia mostrar a rejeição dessas acusações de novo e de novo.

IN: Lembrando que a ordem de restrição que o proibia de se aproximar de Amber Heard foi retirada pouco depois – logo após seus advogados negociarem o essencial, especialmente os detalhes financeiros de seu divórcio.

JD: Por favor, será que podemos voltar a falar de guitarras, música e filmes?

IN: Como você lida com tantos problemas que obviamente não podem ser resolvidos por você e às vezes por ninguém?

JD: Com paciência. Acho que todos os problemas podem ser resolvidos com paciência. Qualquer sonho pode se tornar realidade. Nunca desisti do meu sonho de ser um guitarrista dos grandes palcos – nem mesmo enquanto trabalhei na minha carreira de ator. Onde quer que eu estivesse, sempre tive uma boa guitarra em mãos. Eu sei que algumas pessoas dão risada de mim, ou me ridicularizam pelas costas. Eu posso ignorar isso. Porque meu sonho não se tornou realidade pelo meu destino ter sido generoso comigo. Meu sonho se tornou realidade porque eu o tornei realidade junto aos meus amigos. Então eu sigo meu próprio caminho e faço o meu trabalho. Não importa se interpreto Grindewald em um filme, ou componho novas canções com o Hollywood Vampires e as gravo no estúdio. Não importa se pego uma parte da minha grana perdida de volta ou se eu tenho de ganhar tudo de novo. Eu levanto de novo, sacudo a poeira das minhas roupas e sigo meu caminho.

Essa entrevista com Johnny Depp foi feita pelo jornalista Jerry Wagner na ocasião do show do Hollywood Vampires em Hamburgo. Wagner falou com Depp no Hyatt Hotel e nos bastidores. Ambos se conheciam de encontros anteriores: “Mas dessa vez fiquei impressionado com a abertura de Johnny, o humor e a emotividade dele”, diz Wagner.

Agradecimentos à @DrMCaligari por traduzir a entrevista do alemão para o inglês e Sarah (Equipe Johnny Depp Forever) por traduzir para o português.

agosto 4, 2018
Johnny Depp está processando tabloide por difamação

Johnny Depp está atualmente processando o jornal britânico The Sun por difamação. Clique em “Continue lendo” para ler as informações do processo.

Continue…

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