agosto 16, 2021
Johnny Depp e Andrew Levitas falam sobre ‘Minamata’, a importância de o filme ser visto e mais

‘Minamata’ estreou nos cinemas do Reino Unido e Irlanda na última sexta-feira. Ontem, o suplemento de cultura do jornal britânico The Sunday Times publicou uma entrevista com Johnny Depp e Andrew Levitas, diretor do longa.

Eles falaram sobre o filme e da importância dele ser apoiado e visto – apesar do boicote sofrido nos Estados Unidos. Johnny também lembrou seus fãs, de quem se disse orgulhoso. Leia a seguir.

Depp sobre se o desespero mostrado por W. Eugene Smith no início no filme ressoou nele

“Isso é interessante. Não encarei o papel de Smith dessa forma.. Embora você traga sua caixa de ferramentas para o trabalho e use o que está disponível. Tendo experimentado… uns cinco anos surreais… Tudo o que eu passei, eu passei. Mas, no final das contas, essa arena particular da minha vida tem sido tão absurda…

Com o que as pessoas em Minamata lidaram? Eas pessoas que sofreram com Covid? Muitas pessoas perderam suas vidas. Crianças doentes… Doentes. Em última análise, em resposta à sua pergunta? Sim, você usa o que tem. Mas o que eu passei? É como ser arranhado por um gatinho. Comparativamente.”

Sobre ‘Minamata’, jornalismo, boicote e a importância de o filme ser visto

Levitas afirma: “No que diz respeito ao jornalismo, foi importante para nós transmitir no filme o poder da verdade. A responsabilidade dos jornalistas de cuidar dos cidadãos do mundo. [Nosso filme] coincidiu com o momento em que publicações importantes tiveram que colocar Raquel Welch em uma capa para conseguir olhos suficientes para vender anúncios suficientes a fim de colocar algo significativo dentro. Um resultado disso é o clickbait – está destruindo o propósito do jornalismo”.

Depp concorda: “Você disse isso lindamente. Eu não poderia fazer melhor do que isso”.

Levitas acrescenta: “É importante que o filme seja visto e apoiado. E se eu tiver um pressentimento de que não vai ser, é minha responsabilidade dizer isso. Para onde vai a partir daí? Não sei. Mas temos responsabilidade para com essas vítimas…”.

Depp: “Olhamos essas pessoas nos olhos e prometemos que não seríamos exploradores. Que o filme seria respeitoso. Acredito que mantivemos nossa parte no trato, mas aqueles que vieram depois também devem manter a deles. Alguns filmes tocam as pessoas”, acrescenta. “E isso afeta aqueles em Minamata e pessoas que vivenciam coisas semelhantes. E por qualquer coisa… Pelo boicote de Hollywood a mim? Um homem, um ator em uma situação desagradável e complicada, nos últimos anos? Mas, sabe, estou indo para onde preciso ir para fazer tudo isso… Para trazer as coisas à luz”.

Johnny fala sobre seus fãs

“Eles sempre foram meus empregadores. Eles são todos nossos empregadores. Eles compram ingressos, mercadorias. Eles enriqueceram todos aqueles estúdios, mas esqueceram disso há muito tempo. Eu certamente não. Estou orgulhoso dessas pessoas, por causa do que estão tentando dizer, que é a verdade. A verdade que eles estão tentando divulgar, já que não é o caso em publicações mais convencionais. É uma longa estrada, que às vezes fica difícil. Às vezes, simplesmente estúpido. Mas eles continuaram andando comigo e é por eles que lutarei. Sempre, até o fim. Seja ele qual for”.

‘Minamata’ é o último filme de Johnny Depp?

“Er… não. Não. Não. Na verdade, estou ansioso pelos próximos filmes que farei para serem meus primeiros filmes, de certa forma. Porque uma vez que você… Bem, olhe. A maneira como eles escreveram em ‘O Mágico de Oz’ é que quando você vê atrás da cortina, não é ele. Quando você vê por trás da cortina, há um monte de filhos da p*** espremidos em um só lugar. Todos rezando para que você não olhe para eles. E os note”.

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